quinta-feira, 13 de maio de 2010

Nayana Montechiari: Repensando a Leitura: Entre Literatura e Internet Nayana Montechiari

Universidade federal do Rio de Janeiro
Faculdade de Letras
Departamento de Letras Neolatinas
Repensando a Leitura: Entre Literatura e Internet

Aluna: Nayana Montechiari Crescencio,
bolsista de iniciação científica
DRE: 108061352


Orientador: Andrea G. Lombardi

Rio de Janeiro, RJ
Março, 2010.

O que há de específico no escrever? De que maneira ele distingue-se ...
do pintar, do digitar?

Villem Flusser

O tema tem por objetivo a discussão sobre o efeito das novas tecnologias (internet, e-books, bibliotecas digitais, blogs) na pesquisa e na aquisição da cultura literária. Pesquisamos textos com opiniões divergentes, criamos um diálogo através de entrevistas originais com pesquisadores da atualidade que se debruçam sobre o tema das novas mídias. O ciclo de entrevistas começou com o Prof. Raul Mordenti (Universidade de Roma II, Teoria Literária e Literatura Italiana), autor de L´Altra Critica, que participou da semana de Neolatinas na UFRJ em 2007, com uma conferência de abertura sobre o tema. Mapeamos e catalogamos sites de bibliotecas digitais a fim de compará-los e disponibilizá-los futuramente. Produzimos um site vinculado à Faculdade de Letras da UFRJ (www.italiano.letras.ufrj.br), para publicar todo material pesquisado e disponibilizar um espaço para aprofundar o debate. Pesquisadores e amantes da literatura têm assim à sua disposição novos mecanismos de pesquisa e aquisição de cultura literária. A literatura não apenas reflete o imaginário social, como também se modifica e se atualiza de acordo com a evolução e modernização da sociedade. Por outro lado, a escrita (Derrida) traz memórias de rupturas do passado e os elementos de sua materialidade devem ser analisados profundamente. Em princípio, parece que os livros digitalizados serão apenas uma nova forma de apresentar a literatura, sem que para isso o livro tenha que deixar de existir (Umberto Eco). Mas Marschall Mac Luhan e seus seguidores atribuem à tecnologia (a forma de apresentação do texto) a capacidade de influir de forma decisiva sobre o pensamento e a leitura. Portanto, o futuro da leitura está ligado a um debate sobre a própria forma de ler.


Bibliografia:




Mordenti, Raul. L’Altra Critica. Roma: Meltemi, 2007.

Borges, Jorge Luis. A biblioteca de Babel. In: Ficções. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
- http://www.alfredo-braga.pro.br/biblioteca (Maio, 2010)

Platão. Fedro. In: Diálogos. Volume V- Coleção Amazônica/série Farias Brito-Universidade Federal do Pará.

Derrida, Jacques. Gramatologia. Trad. Miriam Chnaiderman e Renato Janine Ribeiro. São Paulo: Perspectiva, 2006.

Jeanneney, Jean-Noël. Quando o Google desafia a Europa- em defesa de uma reação. Trad. Marcelo Jacques de Moraes. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 2006.

McLuhan, Herbert Marshall. Os meios de comunicação como extensões do homem (Understanding media). Trad. Décio Pignatari. São Paulo: Editora Cultrix, 1969.

Eco, Umberto; Carrière, Jean-Claude. Não contem com o fim dos livros (Non sperate di liberarvi dei libri) Rio de Janeiro: Editora Record, 2010.

Flusser, Vilén. A escrita:há futuro para a escrita? São Paulo: Editora Annablume, 2010.

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