terça-feira, 8 de junho de 2010

8 giugno: Nayana, Daniela, Alline, Carol e ..Luana

abbiamo realizzato la nostra riunione, iniziata quasi puntualmente. Erano presenti: Nayana, Daniela, Alline, Caroline e, con molto sforzo e un po´ di dolore, la Luana (nonostante un morso !).

Ho cercato di esporre in breve qualcosa della mia visione dell´interpretazione e dell´Etica della lettura (a partire dal fatto che Nayana aveva comprato il libro di Hillis Miller, con lo stesso titolo).
In particolare:
le due vertenti della tradizione occidentale in merito alla valutazione sulla scrittura (quella platonica e quella che viene dalla tradizione ebraica o della Cabala: vedere a questo proposto Cabala e crítica di Harold Bloom). C´è un artiocolo mio, che metterò nel mio Blog, su questo aspettto ("Aproposito della traduzione del nome di Dio"). Queste ipotesi sono legate alla visione di Jacques Derrida (Grammatologia) e di altri (Havelock, Ong, ...)
La questione del circolo ermeneutico (Wilhelm von Humboldt e altri), cioè la necessità di fare delle ipotesi (intuitive) e cercare di documentare la loro produttività , per arrivare a una nuova ipotesi... a spirale.
Infine, il problema, fondamentale nel mondo postmoderno, che nonostante tutte le istanze decostruttive o relativizzanti del post moderno, è possibile difendere un´ipotesi di conflitto fra lettore e testo. Cioè sia il lettore che il testo mantengono un´identità, per poter realixzzare il lavoro di interpretazione. Non si verifica una disperisione del senso.

Ogni lettore legge un testo (come una partitura) e da la sua interpretazione. Il testo è slegato dall´autore (non esiste o non è rilevante "l´intenzione dell´autore, perché l´autore ha cessato completamente il controllo sul testo, quando il testo viene publicato).
La lettura equivale a un lavoro doppio di identificazione completa e, allo stsso tempo (paradossalmente) di distanziamento completo. Questo procediumento può portare a perdere il controllo di sé e a impazzire, se non viene fatto con un certo equilibrio.

Alline ha portato una interessante lettuira di Umberto Eco (opera aperta) e i limiti di un pensiero che, visto come una apertura della lettura di Eco, in realtà contiene gli elementi di una delimitazione dell´interpretazione. Cioè il primo Eco già mostra i segni di un Eco posteriore.

Questa lettura, per me è molto importante, poiché dobbiamo imparare a cogliere gli elementi di rottura, le catastrofi del testo (Catástrofe e representação. Org. Marcio Seligmann-Silva e Arthur Netrovski, con un articolo fondamentale di Shohana Fellman: "Educação e crise"). Poiché lo stile è dato dalle catastrofi.

Nayana, invece, si è detta un po´ in dubbio sul tema della sua ricerca (internet e letteratura), che considera tema importante almeno fino alla JIC, ma che pensa di cambiare. Magari studiare Borges (ed io ho suggerito Kafka), poiché Borges e Kafka hanno in comune uno stile del tutto trasparente e ironico, ma che nasconde poi strati ed elementi diversi. Nayana ha consegnato una serie di schede di lettura.

Luana (che è arrivata dopo) ha parlato di alcuni suoi dubbi sulla lettura di una novella del Decameron (Alibech), che ha letto direttamente in italiano.

Anche Carolina ha detto la sua.

Mancano, dunque, di alcuni le schede di lettura.

Abbiamo stabilito per il prossimo martedì 6 luglio la nuova riunione. Ognuno dovrà venire 1) con una prima versione del testo da presentare alla JIC, con elementi iconografici (immagini) e possibilmente già un power point. 2. Con almeno tre schede di lettura nuove (di articoli, capitoli, non di libri interi!). 3. Con alcune idee e problemi "di rottura" sui testi letti.


Mandate, nel frattempo, eventuali notizie della bibliografia che state leggendo, se ci sono libri nuovi o cose interessanti.

Ciao
Andrea
(non correggo questo testo e lo metto così sul blog)

UMBERTO ECO, Opera Aperta Alline e Carol

Alline Gonçalves do Nascimento
Carolina

UMBERTO ECO. Opera Aperta.
Forma e indeterminazione nelle poetiche contemporanee.

A obra trata das relações entre a poética contemporânea e a pluralidade de significados com base na Teoria da Formatividade de Luigi Pareyson, que entende a obra como um objeto em contínuo processo de construção por parte do leitor que participa ativamente da leitura em meio ao ato interpretativo.

Em seus escritos Eco aborda a relação entre texto e leitor partindo de um novo ângulo que mostra as várias possibilidades de leitura para um mesmo texto. Dessa forma surgiu na Itália em 1963, o “grupo 63”, movimento que rompe com uma visão tradicionalista do real que acreditava na imutabilidade da ordem mundial, nesse contexto seus escritos nascem de uma manifestação ao conservadorismo vivido na arte italiana que se perpetuou até após a ditadura fascista e propõe uma nova integração entre o público e a arte, que neste caso é a literatura.

“La rottura di un ordine tradizionale, Che l’uomo occidentale credeva immutabile e definitivo e identificava con la struttura oggettiva del mondo. Dovrebbe essere chiaro che quando si parla di ordine e di disordine ( o addirittura di una forma del mondo) non si pensa mai una configurazione ontologica del reale.” (p. 8)

Conceituando a “Obra Aberta” como aquela que permite inúmeras interpretações, essa acepção consolida a atuação do leitor na obra assim como em algumas produções musicais citadas pelo autor como “klavierstück XI di Karlheinz Stockhausen” de forma que o executor escolherá um grupo de notas dentre uma série das quais ele poderia escolher para montar a sucessão musical. Nesse sentido o processo de leitura acontecerá quando o leitor também usufruir desta liberdade que o permite construir sua própria leitura, mas para que isso ocorra deve fazer uma escolha e optar, não pelo texto que acaba de ler repleto de seus julgamentos, mas pela nova interpretação que abrirá caminhos para a continuidade de uma nova leitura.

“Il panorama dell’arte d’oggi è complesso e ricco di possibilità” (p.11)

Desta forma um exemplo concreto de abertura da obra e funcionalidade do leitor na construção da leitura acontece em “O jogo da Amarelinha” de Julio Cortázar. Publicado nos anos 60, o romance se estrutura de forma que o leitor é convocado pelo texto ao papel ativo na medida em que a leitura não precisa ser de forma linear partindo do primeiro capítulo e sim seguindo as indicações estabelecidas na obra, sendo assim, a sua frente se abrem as diversas possibilidades de leitura.

domingo, 6 de junho de 2010

Daniela: Santo Agostinho, O cuidado devido aos mortos

Santo Agostinho, O cuidado devido aos mortos
(De cura pro mortuis gerenda). São Paulo: Ed: Paulinas, 1990

Em seu tratado O cuidado devido aos mortos (De cura pro mortuis gerenda) escrito por volta de 421 d.C, Santo Agostinho escreve para o bispo Paulino de Nola a respeito da pergunta sobre a vantagem de se sepultar um cristão junto ao tumulo de um santo. Santo Agostinho discorre sobre essa temática que foi proposta pelo Bispo de Nola, assim como os sacrifícios e orações pelos mortos, afim proporcionar um debate sobre a necessidade desses ritos fúnebres.
Segundo o apóstolo Paulo, em suas cartas endereçadas aos povos Coríntios, diz que devemos nos preocupar com coisas úteis, para que depois possamos receber as retribuições devidas, ou seja, nos preocupar com nossos atos para depois usufruir deles. Podemos encontrar essas idéias ratificadas no manuscrito de Santo Agostinho quando ele diz que,
“Com efeito, a sentença do Apóstolo adverte
nos que é antes da morte
que devemos fazer o que poderá ser útil depois dela “ (p23)
para Santo Agostinho existe uma maneira mais pertinente de se viver em nossos corpos mortais afim de que sejam dignos dos auxílios piedosos depois da morte. Ou seja, devemos nos ater a boas ações em vida para que depois dela possamos realmente usufruir dos benefícios.
O mesmo ocorre com a questão dos ritos fúnebres, que para época eram tidos como importantes, porém Santo Agostinho diz que o funeral “é mais um consolo dos vivos do que alivio dos mortos” (p.26), ou seja, os mortos já teriam para com Deus seus lugares, devido ao decorrer de suas ações terrenas, seus atos, e mesmo com um funeral ostentoso não mudariam seus destinos. Então os ritos seriam compreendidos como alívio e comprometimento, que fora deixado em vida pelos seus parentes, com o intuito de uma cura maior para com a sepultura ou a trasladação de seus restos mortais.
Já os Memoriae ou Monumenta, os lugares onde jazem os mortos, são na verdade – segundo Santo Agostinho- apenas construções vistosas com o intuito de se recordar (com o auxilio da memória) dos seus, que devido à morte, foram retirados dos olhos dos vivos para que também não sejam esquecidos no coração.
Entretanto, há no interior do homem um sentimento natural que faz com que se tenha um cuidado por sua própria carne. Para Santo Agostinho isso se confirma quando se mostra a preocupação que o homem tem com seu corpo depois da morte.
“Cada um ama sua própria carne,
com instinto”
(p.37)
Com efeito, tamanho é o seu amor pelo corpo que quando o homem percebe que o destino do seu é incerto ele se sente conturbado. Devido a esse destino instável o homem tem cuidado para com o corpo do outro, pois teme por um destino cruel para com o seu corpo.
Para alguns essa idéia de amor pela carne se deve ao ocorrido na antiguidade, como por exemplo, na Eneida, quando Enéias tem uma visão dos mortos que vem em seus sonhos contar onde estão seus corpos com o intuito de que Enéias os encontre para proporcionar-lhes um enterro decente para que assim as almas possam ir encontro a última morada, pois sem essa sepultura vagariam sem rumo.
Assim como Enéias alguns vivos dizem que tiveram visões com pessoas já mortas ou em sonhos ou de outra forma, esses mortos que apareceram pediram-lhes que seus corpos fossem enterrados devidamente, ou seja, que lhes proporcionassem uma tumba que lhes fora negada dantes.
“Tal é a fraqueza humana que-
se um morto é visto durante o sono,
crê-se ter visto sua alma.
Mas se acaso sonha-se com a pessoa viva,
Fica-se certo de que não foi visto seu corpo nem sua alma,
Mas sim sua imagem”
(p.44 e p 45)
Sendo assim, no tratado O cuidado devido aos mortos (De cura pro mortuis gerenda), pode-se perceber que homem tinha um cuidado pela sua carne assim como com seus atos, pois ele deseja um bom lugar depois da morte. Mas segundo Santo Agostinho esse cuidado só teria valor se as ações praticadas em vida fossem boas se não de nada adiantaria que os ritos fúnebres fossem pomposos.


domingo, 30 de maio de 2010

Nayana BIC entrevista Umberto Eco internet e livro

Universidade Federal do Rio de Janeiro
Faculdade de Letras
Iniciação Científica
Orientador: Andrea Lombardi
Aluna: Nayana Montechiari

Internet e livro. Entrevista de Umberto Eco (por Nayana), ficha de leitura)

Ficha de Leitura – Umberto Eco em entrevista ao jornal La Stampa.

O escritor Umberto Eco, em entrevista ao Jornal La Stampa, revela que os verdadeiros inimigos do livro são os homens e não as novas tecnologias. Acredita que a “Internet ensina aos jovens a ler”, revelando assim seu ponto de vista acerca da leitura.

Eco define o livro como “um conjunto de folhas impressas (...) que se folheie facilmente e que tenha muitas cópias”, mas não arrisca a definir o e-book como um livro. Por ser uma nova ferramenta, o e-book ainda precisa permitir que as anotações durante uma leitura sejam feitas e mostrar-se capaz de guardar as informações como um livro impresso faz, mas a capacidade de armazenar diversos livros em um pequeno espaço revela-se tentadora.

Para utilizar a internet como uma possível biblioteca digital “precisa-se de uma grande cultura e uma grande astúcia”. Eco relaciona a internet e as bibliotecas, no modo de pesquisa realizada em cada uma delas, e acredita que para se fazer uma pesquisa de qualidade através da internet e de suas ferramentas de busca é necessária ao leitor uma base cultural, uma cultura literária maior, já que nas bibliotecas a pesquisa é mais acessível pelo modo como as obras são expostas, pelos volumes estarem ao alcance das mãos.

Ler um livro on-line, um manuscrito, um livro impresso, um e-book faz diferença quando se pensa no conteúdo do que se está lendo? Ler em voz alta, sozinho, em grupo, na tela do computador ou em um lugar calmo e confortável com o livro nas mãos modifica a “forma” de leitura. A leitura se modifica quando se modifica o modo ou os meios de sua realização?

Para Umberto Eco o livro impresso ainda é a melhor forma de se ler um romance. Partindo do pressuposto que é essencial escrever comentários, notas em um livro impresso, quando se realiza uma leitura aprofundada de um texto, deduz-se que o modo de leitura torna-se imprescindível para a aquisição da cultura literária. As novas tecnologias são vistas pelo autor como uma forma de liberdade de expressão e de imaginação, mas devem ser tratadas com cautela quando se fala em aquisição de cultura literária, exatamente pela quantidade, diversidade e qualidade de informações que estão disponíveis.

Eco, Umberto. Entrevistado por: Cesare Martinetti para La Stampa. 2009, 13 de maio.
http://www.lastampa.it/redazione/cmsSezioni/fieralibro/200905articoli/43661girata.asp (maio, 2010)


Rio de Janeiro, 13 de maio de 2010.

domingo, 23 de maio de 2010

Luana JIC Decamerão, um possível início da literatura italiana

Nome: Luana Ribeiro Monteiro DRE: 108061580 Prof°.: Andrea Lombardi.
Decamerão, um possível início da literatura italiana

O escritor argentino J. L. Borges, tem sustentado uma vez que o modelo da Divina Comédia, associado à cultura italiana, não rendeu o caráter alegre, divertido e irônico de sua tradição. No fundo a Comédia é uma verdadeira tragédia, quando há na literatura italiana outros textos (Borges fala de Orlando furioso, um texto divertido de 1500) que poderiam representar esta matriz assim alegre e divertida.
Decamerão quer dizer “dez jornadas” do grego deca que significa “dez”, e do final emeron, que significa “dia”, é uma coleção de cem novelas (contos) de Giovanni Boccaccio, logo no fim da peste que atinge Florença da primavera ao outono em 1348. Dez jovens para fugir da peste, refugiaram-se em um belo palácio onde permanecem por duas semanas. A cada dia, elegem um rei ou uma rainha que deve coordenar a narração das novelas, são dez a cada jornada. Estas novelas possuem como dispositivo a ironia, a descrição da realidade, o erotismo: o amor como sentimento humano e terreno que envolve a carne, capaz de acender as paixões mais sensuais.
Analizaremos a novela de Alibech (a décima da terceira jornada), em que uma menina procura a sua experiência mística no deserto e encontra o seu conhecimento bem mais que sensual. O monge, de fato, que se propõe de iniciá-la, sustenta que se deve rechaçar o diabo no inferno, com uma metáfora como estímulo ao ato sexual.
É claro que Decamerão quer ironizar e pôr à prova o leitor e estabelecer com ele um pacto: detectar a ironia no texto, uma total revirada da versão séria e literal.
Objetivo do Decamerão é desenvolver ao máximo o motto di spirito (a piada, o Witz, o chiste), a versão discursiva da ironia, ou seja, uma forma de leitura diferente da realidade.Trata-se de uma nova forma de falar, uma nova retórica ao serviço de um novo mundo - o primeiro capitalismo-, uma retórica dos comerciantes que precisam ser rápidos, irônicos, sarcásticos. E sobretudo, econômicos.

Bibliografia:
BOCCACCIO, Giovanni. Decameron, Milano, 1999.
BATTAGLIA RICCI, Lucia. Boccaccio.Roma: Salermo, 2000.
CAVALLO, G.e R. CHARTIER. Storia della lettura. Bari: Laterza, 1995.
CALVINO, Italo. Perchè leggere i classici. Milano: Mondadori, 1991.
LOMBARDI, Andrea. “Boccaccio e la creazione del lettore ingegnoso. Una lettura della novella VI, 1 del Decameron”. Em O italiano Falado e Escrito (org. Loredana d. S. Caprara e Letizia Zini Antunes). São Paulo: Humanitas, [1998] 1999,p.63-78.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

nome del bibliotecario Istituto di Cultura

Per cercare dei libri:

provate in Facoltà

provate all´Istituto Italiano di Cultura, Av Presidente Antonio Carlos 40 Rio

parlate là con Carlo Alberto Zaldini
orario:
9-14 16-19 da lunedì a giovedì
9-14 venerdì
8:30-11:30 sabato

tel.: 35344300 / 4333

Il sito su internet dell´Istituto ha un cataloogo on line dei libri

quinta-feira, 20 de maio de 2010

20 maggio messaggio sulla riunione del 18-5

Ciao!

sono appena riuscito a inserire i vostri nomi nel progetto di ricerca. Domani scadono i termini per correggere o inserire i ruiassunti (manca solo quello di Luana in portoghese). Ricordatevi di inserire la bibliografia o controllarla. Chiedete l´uso di strumenti elettronici (data show, uso del computer (con o senza internet) Il progetto di ricerca é intitolato, effettivamente: Viagem, Exílio, Migrações mi ero sbagliato io stesso (!!), perché avevo dato una disciplina di pós con un titolo diverso (mettendo in luce la lettura).
Nella nostra riunione (ottima, direi) di martedì 18 maggio, abbiamo stabilito:
1. Ognuno dovrà fare delle schede di lettura dei libri indispensabili per la ricerca. Direi che per la nuova riunione deve esserci perlomeno la scheda di un libro intero.
2. La prossima riunione sarà fatta l´8 giugno (martedì) alle 9. Se volete, potete organizzarvi anche per fare una riunione a casa mia, durante il week-end. L´altra riunione avverrà probabilmente il
6 luglio (martedì) 3. Ognuno fará una breve presentazione
a) del proprio tema (riducendo al massimo il riassunto)
b) delle problematiche del tema
c) solleverà dei problemi di carattere generale tutto questo con uno schema preparato in precedenza. Dobbiamo cominciare a simulare la presentazione delle comunicazioni.
Possiamo anche progettare una sessione della JIC con molti di voi insieme. Non so se è meglio, per avere un pubblico maggiore, ma forse è meglio per potere avere l´atmosfera giusta!
Ciao
Andrea