Alline Gonçalves do Nascimento
Carolina
UMBERTO ECO. Opera Aperta.
Carolina
UMBERTO ECO. Opera Aperta.
Forma e indeterminazione nelle poetiche contemporanee.
A obra trata das relações entre a poética contemporânea e a pluralidade de significados com base na Teoria da Formatividade de Luigi Pareyson, que entende a obra como um objeto em contínuo processo de construção por parte do leitor que participa ativamente da leitura em meio ao ato interpretativo.
Em seus escritos Eco aborda a relação entre texto e leitor partindo de um novo ângulo que mostra as várias possibilidades de leitura para um mesmo texto. Dessa forma surgiu na Itália em 1963, o “grupo 63”, movimento que rompe com uma visão tradicionalista do real que acreditava na imutabilidade da ordem mundial, nesse contexto seus escritos nascem de uma manifestação ao conservadorismo vivido na arte italiana que se perpetuou até após a ditadura fascista e propõe uma nova integração entre o público e a arte, que neste caso é a literatura.
“La rottura di un ordine tradizionale, Che l’uomo occidentale credeva immutabile e definitivo e identificava con la struttura oggettiva del mondo. Dovrebbe essere chiaro che quando si parla di ordine e di disordine ( o addirittura di una forma del mondo) non si pensa mai una configurazione ontologica del reale.” (p. 8)
Conceituando a “Obra Aberta” como aquela que permite inúmeras interpretações, essa acepção consolida a atuação do leitor na obra assim como em algumas produções musicais citadas pelo autor como “klavierstück XI di Karlheinz Stockhausen” de forma que o executor escolherá um grupo de notas dentre uma série das quais ele poderia escolher para montar a sucessão musical. Nesse sentido o processo de leitura acontecerá quando o leitor também usufruir desta liberdade que o permite construir sua própria leitura, mas para que isso ocorra deve fazer uma escolha e optar, não pelo texto que acaba de ler repleto de seus julgamentos, mas pela nova interpretação que abrirá caminhos para a continuidade de uma nova leitura.
“Il panorama dell’arte d’oggi è complesso e ricco di possibilità” (p.11)
Desta forma um exemplo concreto de abertura da obra e funcionalidade do leitor na construção da leitura acontece em “O jogo da Amarelinha” de Julio Cortázar. Publicado nos anos 60, o romance se estrutura de forma que o leitor é convocado pelo texto ao papel ativo na medida em que a leitura não precisa ser de forma linear partindo do primeiro capítulo e sim seguindo as indicações estabelecidas na obra, sendo assim, a sua frente se abrem as diversas possibilidades de leitura.
A obra trata das relações entre a poética contemporânea e a pluralidade de significados com base na Teoria da Formatividade de Luigi Pareyson, que entende a obra como um objeto em contínuo processo de construção por parte do leitor que participa ativamente da leitura em meio ao ato interpretativo.
Em seus escritos Eco aborda a relação entre texto e leitor partindo de um novo ângulo que mostra as várias possibilidades de leitura para um mesmo texto. Dessa forma surgiu na Itália em 1963, o “grupo 63”, movimento que rompe com uma visão tradicionalista do real que acreditava na imutabilidade da ordem mundial, nesse contexto seus escritos nascem de uma manifestação ao conservadorismo vivido na arte italiana que se perpetuou até após a ditadura fascista e propõe uma nova integração entre o público e a arte, que neste caso é a literatura.
“La rottura di un ordine tradizionale, Che l’uomo occidentale credeva immutabile e definitivo e identificava con la struttura oggettiva del mondo. Dovrebbe essere chiaro che quando si parla di ordine e di disordine ( o addirittura di una forma del mondo) non si pensa mai una configurazione ontologica del reale.” (p. 8)
Conceituando a “Obra Aberta” como aquela que permite inúmeras interpretações, essa acepção consolida a atuação do leitor na obra assim como em algumas produções musicais citadas pelo autor como “klavierstück XI di Karlheinz Stockhausen” de forma que o executor escolherá um grupo de notas dentre uma série das quais ele poderia escolher para montar a sucessão musical. Nesse sentido o processo de leitura acontecerá quando o leitor também usufruir desta liberdade que o permite construir sua própria leitura, mas para que isso ocorra deve fazer uma escolha e optar, não pelo texto que acaba de ler repleto de seus julgamentos, mas pela nova interpretação que abrirá caminhos para a continuidade de uma nova leitura.
“Il panorama dell’arte d’oggi è complesso e ricco di possibilità” (p.11)
Desta forma um exemplo concreto de abertura da obra e funcionalidade do leitor na construção da leitura acontece em “O jogo da Amarelinha” de Julio Cortázar. Publicado nos anos 60, o romance se estrutura de forma que o leitor é convocado pelo texto ao papel ativo na medida em que a leitura não precisa ser de forma linear partindo do primeiro capítulo e sim seguindo as indicações estabelecidas na obra, sendo assim, a sua frente se abrem as diversas possibilidades de leitura.
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