Santo Agostinho, O cuidado devido aos mortos
(De cura pro mortuis gerenda). São Paulo: Ed: Paulinas, 1990
Em seu tratado O cuidado devido aos mortos (De cura pro mortuis gerenda) escrito por volta de 421 d.C, Santo Agostinho escreve para o bispo Paulino de Nola a respeito da pergunta sobre a vantagem de se sepultar um cristão junto ao tumulo de um santo. Santo Agostinho discorre sobre essa temática que foi proposta pelo Bispo de Nola, assim como os sacrifícios e orações pelos mortos, afim proporcionar um debate sobre a necessidade desses ritos fúnebres.
Segundo o apóstolo Paulo, em suas cartas endereçadas aos povos Coríntios, diz que devemos nos preocupar com coisas úteis, para que depois possamos receber as retribuições devidas, ou seja, nos preocupar com nossos atos para depois usufruir deles. Podemos encontrar essas idéias ratificadas no manuscrito de Santo Agostinho quando ele diz que,
“Com efeito, a sentença do Apóstolo adverte
nos que é antes da morte
que devemos fazer o que poderá ser útil depois dela “ (p23)
para Santo Agostinho existe uma maneira mais pertinente de se viver em nossos corpos mortais afim de que sejam dignos dos auxílios piedosos depois da morte. Ou seja, devemos nos ater a boas ações em vida para que depois dela possamos realmente usufruir dos benefícios.
O mesmo ocorre com a questão dos ritos fúnebres, que para época eram tidos como importantes, porém Santo Agostinho diz que o funeral “é mais um consolo dos vivos do que alivio dos mortos” (p.26), ou seja, os mortos já teriam para com Deus seus lugares, devido ao decorrer de suas ações terrenas, seus atos, e mesmo com um funeral ostentoso não mudariam seus destinos. Então os ritos seriam compreendidos como alívio e comprometimento, que fora deixado em vida pelos seus parentes, com o intuito de uma cura maior para com a sepultura ou a trasladação de seus restos mortais.
Já os Memoriae ou Monumenta, os lugares onde jazem os mortos, são na verdade – segundo Santo Agostinho- apenas construções vistosas com o intuito de se recordar (com o auxilio da memória) dos seus, que devido à morte, foram retirados dos olhos dos vivos para que também não sejam esquecidos no coração.
Entretanto, há no interior do homem um sentimento natural que faz com que se tenha um cuidado por sua própria carne. Para Santo Agostinho isso se confirma quando se mostra a preocupação que o homem tem com seu corpo depois da morte.
“Cada um ama sua própria carne,
com instinto”
(p.37)
Com efeito, tamanho é o seu amor pelo corpo que quando o homem percebe que o destino do seu é incerto ele se sente conturbado. Devido a esse destino instável o homem tem cuidado para com o corpo do outro, pois teme por um destino cruel para com o seu corpo.
Para alguns essa idéia de amor pela carne se deve ao ocorrido na antiguidade, como por exemplo, na Eneida, quando Enéias tem uma visão dos mortos que vem em seus sonhos contar onde estão seus corpos com o intuito de que Enéias os encontre para proporcionar-lhes um enterro decente para que assim as almas possam ir encontro a última morada, pois sem essa sepultura vagariam sem rumo.
Assim como Enéias alguns vivos dizem que tiveram visões com pessoas já mortas ou em sonhos ou de outra forma, esses mortos que apareceram pediram-lhes que seus corpos fossem enterrados devidamente, ou seja, que lhes proporcionassem uma tumba que lhes fora negada dantes.
“Tal é a fraqueza humana que-
se um morto é visto durante o sono,
crê-se ter visto sua alma.
Mas se acaso sonha-se com a pessoa viva,
Fica-se certo de que não foi visto seu corpo nem sua alma,
Mas sim sua imagem”
(p.44 e p 45)
Sendo assim, no tratado O cuidado devido aos mortos (De cura pro mortuis gerenda), pode-se perceber que homem tinha um cuidado pela sua carne assim como com seus atos, pois ele deseja um bom lugar depois da morte. Mas segundo Santo Agostinho esse cuidado só teria valor se as ações praticadas em vida fossem boas se não de nada adiantaria que os ritos fúnebres fossem pomposos.
6 giugno.
ResponderExcluirIl tema di Daniela Alvarado è "Realismo e morte", per cui questo testo è veramente importante. È ben presentato ed io... ne so veramente poco! Quello che è interessante (per Daniela e per tutti), amnche in vista del nostro incontro di martedì.
1. Quali sono gli aspetti interessanti (produttivi, che portano a altri temi, che affrontano questioni essenziali, sia per il tema specifico sia per questioni più generali).
2. Quali sono aspetti specifici nuovi dal punto di vista linguistico (parole o concetti o frasi interessanti) anche se non ancora da voi sviluppate. Dal punto di vista tematico ("la maniera come Agostino tratta questo determinato tema ci può portare...a").
3. C´è qualche riflessione che sorge, qualche idea che vi è venuta in mente?
4. C´è qualche cosa che vorreste comunicare a un uditorio?
Vi ricordo che martedì tutti devono / dovrebbero apparire, alle 9. Ci troveremo al Dipartimento. Nel frattempo io stesso vedrò se sará libera la stanza del Dipartimento o un´altra.
Ognuno dovrà portare un testo (di testi che ha letto, di schemi di una possibile comunicazione...) e dovrá parlare circa 10/ 15 minuti. Dovrà presentare dei problemi e dovrà fare in modo che gli altri vengano interessati dalla natura delle problematiche che verranno poste...
Ciao
Andrea